Kimbo Lagoa

BOOKTIQUE DO LIVRO . LXVIII ANGOLA  - VIDAS QUEBRADAS - V I

BOOKTIQUE DO LIVRO . LXVIII

ANGOLA  - VIDAS QUEBRADAS - V I

- Um livro de leitura obrigatória de António Mateus - Jornalista 

- Crónica 3731 - 24.05.2026“Missão Xirikwata”

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Após 18 anos escrevendo Mokandas para meus ávilos (amigos) e afins na SAPO, venho desta forma agradecer todo o apoio que me foi dado pelos funcionários responsáveis pelo portal e, porque vai ter fim em  01 de Julho de 2026 aviso meus leitores amigos e inimigos de que podem acompanhar-me em blix.pt a partir desta crónica. E, porque importei todo o meu trabalho para esta plataforma procurarei verificar todo o conteúdo desde o ano de 2018 e anexar possíveis falhas ou lapsos de conteúdo.

Voltando a VIDAS QUEBRADAS, recordo que em Angola, foram inscritas mais de 2500 viaturas para a grande fuga a partir de Nova Lisboa. Assim sendo, multiplicando por cinco mil escudos dá um total de 12,5 mil contos. A saída foi prevista para 22 de agosto de 1975 para perfazer um percurso de mais de 900 quilómetros.

Descreve-se agora e de forma literal o que é descrito no livro Vidas Quebradas (página 89): À porta do R.I.21 a apreensão dos cidadãos em fuga agrava-se ao testemunharem a chegada ao quartel de dezenas de militares portugueses em cuecas e descalços, por algures no mato serem obrigados a despir-se e, entregar suas fardas, seu calçado e suas armas a uma força da UNITA.

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Isto aconteceu quando escoltavam uma coluna de deslocados da cidade do Luso para Nova Lisboa. Foi bem humilhante ver aqueles homens a caminhar descalços e em cuecas; pertenciam à segunda companhia do Batalhão de Artilharia 6221/74. A coluna auto que saiu do Luso a 13 de agosto era composta com gente destinada a evacuar para o M´Puto por via aérea. 

Estando eu em Luanda, destacado no Alto-Comissário António Gonçalves Ribeiro e, porque estava na condição de deslocado, tudo isto coincidiria com a saída de Luanda de toda a minha família, 2 adultos com duas crianças; para que conste ainda guardo a Guia de Marcha que me atribuiu o voo. Um bilhete sem volta para o M´Puto.

À lista em espécie e quantidade do rol de material confiscado àquela unidade militar em cuecas, descreve-se: material de transmissões, viaturas, fardamento, 160 armas de repetição G3, 65 mil cartuchos de munições, 800 granadas, 35 dilagramas, 10 metralhadoras FBP de 9 milímetros e várias pistolas Walter de 9 mm.

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Um dirigente próximo à UNITA, afirmou-me que o comportamento daquela força partidária foi cometido por via de inoperância de N.T. – Nossas Tropas, e porque em toda a Angola estavam a dar armas e apoio logístico só ao MPLA. Em realidade foi uma retaliação que caiu mal entre os civis deslocados em fuga via Katwitwi. Posteriormente houve pedidos de desculpa por parte de dirigentes de topo.

Já em fins de agosto, em vésperas da saída da coluna para Katwitwi, é dito que as forças da UNITA e FNLA juntas, fazem uma “limpeza” por meio de rusgas em Nova Lisboa, perseguindo gente afeta ao MPLA e, provocando muitas mortes. E, é dito então que quem não tiver cartão destes dois partidos, não poderá aparecer em público. Era um inferno – Uma terra sem lei nem roque…

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Nota: Com extratos do livro ANGOLA, VIDAS QUEBRADAS e vivências de   T´Chingange, o Soba

(Continua...)

O Soba T´Chingange

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