Kimbo Lagoa

VIDAS QUEBRADAS – XXXVIII

O TEMPO RUGE ...

– “Missão Xirikwata” - ANGOLA – DA LIBERTAÇÃO À INDEPENDÊNCIA - 13

- Crónica 3767 – 26.09.2026

fuga6.jpg (…) Nesse ano de 1962, surge no exterior de Angola a FNLA., num tempo em que os movimentos pró independência desencadeiam forte campanha contra o M´Puto – Portugal, e que segundo dados da Cruz Vermelha Internacional, denunciam a existência de quase meio milhão de refugiados angolanos no Congo, Zaire e Zâmbia. 

Em dezembro de 1962, Agostinho Neto assume a presidência do MPLA em Leopoldeville, atual Kinshasa, durante aquela que foi a 1ª Conferência Nacional. Joaquim Pinto de Andrade, no final da década de 60, chanceler da Arquidiocese de Luanda, era nesse então o presidente de honra do Movimento, mantendo-se no cargo até 1973.  

Neto, cria o “Grupo Tlemcem”, nome da cidade argelina, onde fizeram recruta os primeiros guerrilheiros do MPLA. Portugal por via desta postura, cria os Comandos, Tropas Especiais, Grupos Especiais e Grupos e Para-quedistas. Acontece que em junho de 1963, o MPLA debate-se com problemas graves, entre os quais a expulsão de Viriato da Cruz, “por atos de indisciplina tendentes a minar a unidade”. 

flit2.jpg Viriato da Cruz, viria a falecer em Pequim, dez anos depois. Nesse então ocorre dentro do embrionário partido perseguições e prisões aos seus membros e apoiantes na República do Zaire, por ordem de Cirille Adoula, então primeiro-ministro e apoiante de Holden Roberto.

Aqueles acontecimentos levam o presidente ganês N´Krumah, a organizar uma conferência de “reconciliação e unidade”, na qual participam o MPLA, UPA e PDA (Partido Democrático Angolano). Holden Roberto abandona as discussões fundindo a UPA com o PDA dando assim origem à FNLA – Frente de Libertação Nacional de Angola.

A Frente de Libertação Nacional de Angola, mais tarde é apoiada no GRAE – Governo da República de Angola no Exilio e ELNA – Exército de Libertação Nacional de Angola. O MPLA reage patrocinando a criação da FDLA – Frente Democrática de Libertação de Angola. Esta criação morreu à nascença, pois que nem sequer foi apoiada pela Organização de Unidade Africana – OUA. 

Em junho de 1963, o MPLA abre a Frente de Cabinda sob o comando militar de Manuel Lima, o operacional político de Agostinho Neto, com mais o Iko Carreira, Hoji-ia Henda, Lúcio Lara, Aníbal de Melo e Daniel Chipenda. A guerrilha do MPLA de imediato entra em confrontações com a FNLA. Este Movimento, estava apostado em evitar o avanço do MPLA no Enclave Norte de Cabinda, parte integrante de Angola.

kilo3.jpg miran10.jpg Há um episódio de que Holden Roberto jamais poderá lavar as mãos pois que tendo aprisionado várias guerrilheiras em um ataque a uma coluna do MPLA, estas virão a ser fuziladas sumariamente numa base da FNLA, em Kinzuzu da República do Zaire. E, é em 1963 que Jonas Malheiro Savimbi surge como Ministro dos Estrangeiro do GRAE.

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Nota: Vivências aleatórias no tempo, por T´Chingange - Na libertação e independência de uma terra que pensava também ser minha. Afinal, não o era e, juro que não o sabia…

(Continua...)

O Soba T´Chingange

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