- “Missão Xirikwata” - ANGOLA – DA LIBERTAÇÃO À INDEPENDÊNCIA - 19
- Crónica 3773– 09.10.2026
Selo da mentira (do vinticinco)
O Norte de Angola está sob controlo do Exército português, que inicia em 1970/71, o avanço pelo Leste, sob o comando dos generais Costa Gomes, comandante-Chefe das FA em Angola e Bettencourt Rodrigues, comandante da Zona Militar Leste. A partir daqui as atividades dos movimentos rebeldes ficam insipidas na ação, senão, quase nulas.
Sendo eu um “branco mazombo” mergulho-me numa embriaguez de galinheiro, bocejada de silêncios na forma de galo capado. Assim entrecortados pelos sussurros dela, a embriaguez, pude discernir uma repentina agonia a tremer-me dos pés ao cerebelo inesperando-me nos sentidos. Uf! Acordei de boca aberta, seca, e dedos inteiriçados de brasa com o bicho do tempo do tipo bitacaia, bulindo-me coisas do passado; coisas de Angola…
Coisas atazanadas contra vontade no cerebelo com adjacências pontiagudas de hérnias covidescas, coisas hodiernas muito cheias de putrefactos factos e, já lá vão uns largos anos. O regime instaurado em Portugal a 25 de Abril de 1974 durante, após e agora, tudo tem feito e, assim continua: - escondendo crimes contra a humanidade pelos quais é diretamente responsável.
Talqualmente, como muitos milhares de rotulados “retornados”, relembro o que se tenta esquecer passados que são 51 anos. Quando um alto mandatário do Governo do M´Puto – Portugal, mencionar este desaire que foi a “DESCOLONIZAÇÃO” e, pedir desculpas pelo facto de isto ter sucedido duma forma tão trágica eu, me remeterei a um silêncio defuntado de morto, morrido, juro!…
No ano de 1970 e 1971 com o lançamento da operação “Siroco” e “Rojão RH”, a região do Leste de Angola é completamente dominada após a realização de operações especiais aos quais participaram Comandos, Páras, Fusos e o Esquadrão a Cavalo estacionado em Silva Porto, atual cidade do Cuíto.
Selo de mentira com Spínola (do vinticinco)
As autoridades portuguesas instauram um prémio de 100 contos a quem entregasse Jonas Savimbi, vivo e, outro de 50 contos, pela cabeça de Antunes Kahali, um comandante da UNITA conhecido pela sua crueldade. Antunes Kahali era um militar angolano de destaque na UNITA (União Nacional para a Independência Total de Angola) durante a luta de libertação nacional e o início da guerra civil angolana.
Kahali, decepava os órgãos sexuais dos militares portugueses abatidos, expondo-os com frases insultuosas nas aldeias e carreiros ali chamados de picadas. Diz-se que o major Vítor Alves arrecadou o prémio apresentando uma cabeça que não era a de Kahali pois este, soube-se ter falecido em uma data posterior; curiosamente, foi morto pela sua mulher à paulada na aldeia de Cachiva. Nesta mesma altura, o MPLA cria um grupo chefiado por Manuel Muti que tinha a obsessão de matar
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Ilustração de topo de Costa Araújo - um ex-aluno da E.I. Luanda
Nota1: Vivências aleatórias no tempo, por T´Chingange - Na libertação e independência de uma terra que pensava também ser minha. Afinal, não o era e, juro que não o sabia…
(Continua...)
O Soba T´Chingange