– “Missão Xirikwata” - ANGOLA – DA LIBERTAÇÃO À INDEPENDÊNCIA - 15
- Crónica 3769 – “).09.2026
Morro de salalé
Savimbi recebe então uma proposta do MPLA, visando a criação de uma “Superdireção Nacional de Luta” que incluiria membros de todos os movimentos já formados. Este concorda e escreve um texto de denúncia contra Holden Roberto, distribuído na reunião do Cairo, mas imprevisivelmente, parte para a China com mais onze companheiros aonde frequentam a Academia Militar de Nanquim.
A partir de 1966/67, Mao Tsé-Tung passa a fornecer apoio militar à UNITA, então expulsa da Zâmbia por ter atacado um comboio do Caminho de Ferro de Benguela – CFB. De facto, Jonas Savimbi havia abordado com o presidente Kaunda que a UNITA não atacaria os comboios do CFB que escoavam o minério zambiano para o porto do Lobito.
A economia da Zâmbia dependia muito desta exportação. Por Savimbi não ter cumprido este acordo, quando se preparava para entrar clandestinamente em Angola a partir da Zâmbia, Kaunda manda-o prender. No decorrer da guerra colonial os portugueses aproveitaram habilmente esta situação e, conforme as conveniências, passando a fechar a linha férrea quando lhes era útil.
Estes supostos desacontecimentos, atribuídos à paralisação por ataques feitos pela UNITA e MPLA vieram a complementar as técnicas de mentira formuladas pelo M´Puto; desta forma Kaunda ficou manietado às vontades da governação da dita Província Ultramarina de Angola.
Com o apoio americano, no ano de 1965, o sargento Josp Desirée toma o poder no Zaire e instaura a “lei da autenticidade”. Absurdamente obriga os zairenses com nomes europeus a adotarem nomes africanos. Não lembra ao diabo que passou também a ser satanás porque, eis que Joseph Desirée (nome afrancesado) passa a chamar-se Mobut N´Guendu Kukuwa Zabanga Sese Seko (Parece mentira noé? Mas, é verdade!).
África desde sempre teve destas coisas bezerronas – Seus políticos são fabricados à pressão e medo. Veja-se o caso da inventação do MPLA, uma força extinta na prática, bem como seu líder Agostinho Neto, um medíocre estudante feito poeta da treta, também totalmente fabricado em Lisboa pelos comunas de então, e tendo no comando o esperto e hábil Álvaro Cunhal no comando das fake news como se diz agora.
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Este nome significa ser “o rei das árvores, dos rios, dos céus”. Não vem daí mal ao Mundo porque eu próprio, sendo relator destes acontecimentos tomei o nome de T´Chingange com nascimento no vapor Niassa - portanto um Niassalês de finas águas por vontade própria e como retaliação ao M´Puto porque em pensamento de abandono na guerra do tundamunjila**, a lembrança perdura sem ressarcimento; pois nem o povo Tuga (maioritariamente), nem os governantes rezaram a Deus pelos refugiados chamados de retornados
Pintura de Manuel Pombinho -(ex-aluno da E.I. Luanda)
Neste ano de 1965, sob o comando de Jacob Caetano com o pseudónimo de guerra de Monstro Imortal, guerrilheiros do MPLA saem de Brazaville, atravessam o terreno hostil de Mobutu e pelas barreiras postas pela topa portuguesa ao longo da fronteira e, infiltram-se na riquíssima região dos Dembos, onde passam a praticar emboscadas na apelidada “estrada do café” – Luanda, Caxito, Carmona (Uíge). Chegam mesmo a atingir o Ucua e a Funda, muito próxima de Luanda.
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Nota1:*Vivências aleatórias no tempo, por T´Chingange - Na libertação e independência de uma terra que pensava também ser minha. Afinal, não o era e, juro que não o sabia…
Nota 2: ** Guerra de Tundamunjila – vai embora daqui - "Tunda mu njila" (ou Thunda mu n'jilla) é uma expressão em quimbundo (língua nacional de Angola) que significa "sai do caminho", "sai da estrada" ou "avança/segue em frente", dependendo do contexto
(Continua...)
O Soba T´Chingange