Kimbo Lagoa

VIDAS QUEBRADAS – XLV

O TEMPO RUGE - A OSGA CHIA

- “Missão Xirikwata” - ANGOLA – DA LIBERTAÇÃO À INDEPENDÊNCIA - 20

- Crónica 3774 - 13.10.2026

fifa3.jpg Fracassada essa tarefa, Muti adere à “Revolta do Leste” e acabando por mais tarde se entregar às “NT- Nossas Tropas” como se davam a conhecer as tropas do M´Puto em seus relatórios. Foi no lugar de Ninda que este aventureiro da guerrilha se entregou. Com o MPLA derrotado militarmente no Leste, Portugal desencadeia nova operação especial contra as bases de Savimbi, saldada por elevado número de baixas entre os guerrilheiros…  

Acontece a partir desta data a “Operação Madeira” por via de Jonas Malheiro Savimbi originar variadas tentativas na aproximação aos militares portugueses. Face ao domínio português no Leste, o MPLA de Chipenda alia-se à FNLA. Em Kinshasa, estes, criam o Conselho Supremo de Libertação de Angola (CSLA), presidido por Holden Roberto. 

Aquela criação foi efémera pois que nesta altura o MPLA dependia quase exclusivamente da ex-URSS e seus satélites. A FNLA, dependia dos Estados unidos da América e Europa e esta combinação não resultaria como é óbvio. A tal de “Operação Madeira” teve como intermediários Jonas Savimbi e o general Bettencourt Rodrigues e, tendo como mediador o madeiro da povoação de Cangumbe chamado Duarte Oliveira.

Livros: "O Padre de Savimbi" - autor: António Oliveira  O tenente Sabino apareceu sempre como o negociador por parte da UNITA. A UNITA comprometeu-se a não atacar os madeireiros e a tropa instalada naquele vasto Leste. Por esta via reptícia ambas as partes faziam seu jogo do gato e rato. Á UNITA, era-lhe dado bens logísticos a fim de sobreviver em banho-maria como é vulgar afirmar.

Aquele acordo beneficiava os madeireiros, a quem a UNITA com muita frequência, incendiava suas serrações e camiões de transporte. Mas, Savimbi com a conhecida sua habilidade de manobra atacava por vezes e de surpresa; o diálogo entre as “NT do M´Puto” e Savimbi, foi retomado numa segunda fase que é agora conhecida pelo “pacto de não-agressão”. 

Savimbi e o então Secretário-Geral do Governo da Província Ultramarina de Angola, coronel Soares Carneiro auspiciam-se em contactos tendo por intermediário o padre António de Araújo Oliveira, um fervoroso defensor da UNITA, mas, só até este tomar conhecimento de alguns crimes na Jamba, nomeadamente e, supostamente pela queima de pessoas vidas.

🫡 𝐂𝐨𝐫𝐨𝐧𝐞𝐥 𝐁𝐞𝐭𝐭𝐞𝐧𝐜𝐨𝐮𝐫𝐭 𝐏𝐢𝐧𝐡𝐞𝐢𝐫𝐨 é 𝐨 𝐧𝐨𝐯𝐨 𝐂𝐨𝐦𝐚𝐧𝐝𝐚𝐧𝐭𝐞 𝐝𝐨 𝐑𝐞𝐠𝐢𝐦𝐞𝐧𝐭𝐨 𝐝𝐞 𝐌𝐚𝐧𝐮𝐭𝐞𝐧çã𝐨 📍 Entroncamento 👉 A Tomada de Posse do Coronel de Material Bettencourt Pinheiro, que substituiu no cargo o ...  E, foi aquele padre que da parte do “loby português, se levantou para lamentar e condenar os assassínios das famílias Pedro N´Gueve Jonatão Chingunji, o “Tito” e Fernando Wilson dos Santos. Mais tarde o padre Oliveira, já diretor do Colégio Universitário Pio XII em Lisboa confessou: “- Refleti muito e concluí que a UNITA se serve das pessoas para atingir os seus fins. Assim sendo, não posso deixar de os condenar”. O padre Antonio Araújo não estava só neste pensar!

UNITA: Caso Tito Chingunji (II) - Jardo Muekalia - CLUB-K ANGOLA - Notícias Imparciais de Angola O “pacto de não-agressão” confinava a atividade da UNITA a uma determinada zona, pré-estabelecida com os portugueses. O movimento recebia das NT – Exército português armamento, com a condição de combater novas escaladas do MPLA do Leste. A própria FNLA perde uma coluna que tenta infiltrar-se na região. Holden Roberto conta que recebeu uma carta de Savimbi, advertindo-o para “não ultrapassar certa linha”; ignorando o aviso, a coluna do ELNA foi atacada e destroçada pela tropa portuguesa.

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Nota1: Vivências aleatórias no tempo, por T´Chingange - Na libertação e independência de uma terra que pensava também ser minha. Afinal, não o era e, juro que não o sabia…

(Continua...)

O Soba T´Chingange

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