- “Missão Xirikwata” - ANGOLA – DA LIBERTAÇÃO À INDEPENDÊNCIA - 21
- Crónica 3775 - 16.10.2026
Antigo porto de pesca de Luanda
Pressupõe-se assim que seguindo métodos de Mao Tzé Tung o astuto Savimbi avisou as NT Tugas da sua localização. Voltando ao já falado padre António de Araújo Oliveira, um fervoroso defensor da UNITA, só o foi até tomar conhecimento de alguns crimes na Jamba. Em 1973, Savimbi volta a quebrar o segundo pacto com os Tugas, atacando de surpresa a guarnição de Santar em Moxico…
As “NT – Tropa do M´Puto” reagem àquele ataque. O general Bettencourt Rodrigues é retirado de Angola para substituir o general Spínola na Guiné. O novo comandante da Zona Militar do Leste, general Ferreira de Macedo, passa a atacar a UNITA sem piedade. Em agosto, depois da realização do seu 3º Congresso em Lungwé-Bungo, a UNITA dispersa seus homens da guerrilha pelo Cuando-Cubango.
O maior ataque daquele movimento UNITA contra os portugueses, é saldado em 19 baixas do lado das “NT-Tugas” no lugar de Alto Kuito N´honga, já depois do VINTICINCO de abril de 1974, apanhando desprevenidas as novas tropas, magalas guedelhudos com a cabeça cheia de devaneios comunistas e, com a “vitória é certa” no cocuruto da mona.

Assim chegados a 1974, o Exército português, domina totalmente o território angolano já dotado de magnificas estradas construídas dela JAEA e Engenharia Militar. O território dito ultramarino estava dotado de todas as infraestruturas como escolas com ensino para todos, universidades, hospitais, carreira aéreas e rodoviárias unindo todas as cidades e domínio administrativo.
Havia também uma rede sanitária de apoio às muitas pecuárias de Norte a Sul e uma pesca e agricultura florescentes; Angola estava nos países do topo em África, com uma boa situação económica e, fornecendo à Metrópole os bens essenciais para manter sua economia em crescendo.
Fui testemunha deste desenvolvimento ocupando nesse então o lugar de topógrafo / agrimensor na cidade da Caála, a Robert Williams de então, e tendo como presidente Casimiro Gouveia (caluviaviri de alcunha). Lisboa estava em condições de negociar o futuro, algo que, anos antes, havia sido defendido por Kenneth Kaunda.

Kaunda, ao enviar a Salazar um manifesto, pedia a este, “uma solução multirracial para Angola” e contestando as teses integralistas que defendiam Portugal do Minho a Timor. Assim e abruptamente o ano de 1974 e 1975 é vivido com grande intensidade em Lisboa e muita apreensão em Luanda e uma onda de desconfiança começou a tolher a vida de todos.
O Tempo diz-nos que se Portugal tivesse aceitado aquela intermediação de Kenneth Kaunda, muito possivelmente a história de Angola seria outra. Entra-se assim em um outro capítulo: A INDEPÊNDENCIA DIVIDIDA. Em Lisboa desmantelava-se a PIDE. No M´Puto, a televisão estatal enche as cabeças do cidadão com novas ideologias e, os angolanos brancos a cada dia que passa, sentem que aquelas políticas do MFA precipitam a normalidade da vida em toda Angola.
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Nota1: Vivências aleatórias no tempo, por T´Chingange - Na libertação e independência de uma terra que pensava também ser minha. Afinal, não o era e, juro que não o sabia…
(Continua...)
O Soba T´Chingange