Kimbo Lagoa

BOOKTIQUE DO LIVRO . LXXVI ::: ANGOLA - VIDAS QUEBRADAS - XIV

BOOKTIQUE DO LIVRO . LXXVI

ANGOLA - VIDAS QUEBRADAS - XIV

- Um livro de leitura obrigatória de António Mateus - Jornalista 

- Crónica 3739 - 18.06.2026 – “Missão Xirikwata”

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Entretanto Fidel de Castro pede ao Coronel Saraiva de Carvalho mais recursos para o MPLA e condições de infiltração em Angola em sítios estratégicos ao redor de Luanda. Assim, a partir de 26 de julho de 1975, começam a chegar ao Ambriz em aviões C-130, batalhões de «catangueses» que antes atuavam na Lunda contra o MPLA. Estes guerrilheiros catangueses, dissidentes do então governo de Kinshasa, num total de 6000, foram aliciados a servir o MPLA em um acordo secreto e, em terras do Leste de Angola.

E, foi o vermelhão Rosa Coutinho do CR - Conselho da Revolução que liderou as diligências necessárias. Aquela complexa Operação Carlota, consistia em assistir ao MPLA a fim de tomar a liderança na tomada de Angola, formando uma ponte entre Cuba e Angola. Tropas e material eram embarcadas em velhos aviões Britannia na base de Holguim, a ocidente de Cuba; estes aviões faziam escala em Barbados no aeroporto de Bridgetown.

Em Cabo Ledo, bem perto de Luanda e a norte de Porto Amboim, em outubro de 1975, os barcos “Isla Coral” e o “Vietname Heroica”, desembarcam carga de equipamento militar e cerca de 700 soldados cubanos para socorrer o MPLA. Foi na Praia de Sangano um pouco a norte de Cabo Ledo que desembarcaram os primeiros homens comandados pelo General Raul Diaz Arqueles. 

Ali descarregaram os primeiros complexos móveis de defesa antiaérea “Strela”. Os instrutores deste equipamento sofisticado, estavam a ser coordenados pelo Coronel Trofimenko que a partir da República do Congo Brazzaville enviavam numa primeira fase, pequenos aviões para aterrizarem na pequena pista de aviação da Quiçama em Cabo Ledo.

E, sabe-se que foi Carlos Fabião, Flávio Bravo e Agostinho Neto que acordaram os pormenores da participação cubana na Operação Carlota, a que ficou conhecida como a Batalha de Luanda. Pode-se agora, a mais de cinquenta anos depois do ano de 75 recordar oficiais que por ali passaram tais como: Abelardo Colomé Ibarra, Lopes Cubas, Freitas Ramirez, Leopoldo Cintras Frias ou Romário Sotomayor.

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Foram estes e os jovens da Academia Militar de “Ceiba del Água” que mais tarde deram os pormenores já descritos em várias fontes que iremos recordar aleatoriamente. Pelo dito, Cabo Ledo teve uma forte intervenção na sinalização daquela que ficou conhecida por a “Batalha de Luanda”.

Entre 25 de setembro e meados de outubro, três outros navios cubanos desembarcavam em Ponta Negra no Congo Brazzaville carros de combate, misseis terra-ar de 122 milímetros, veículos blindados, camiões militares, e muitas caixas de variado material de guerra. Portugal fazia-se de morto, e a diplomacia descartava o que já se sabia ser verdadeiro. 

Era a verdadeira traição das chamadas NT - Nossas Tropas. Estava em marcha a entrega de Angola ao MPLA; parecia ser de qualquer jeito esta entrega, mas não o era. Tudo estava a ser planeado ao mínimo pormenor e, de modo a forçar pelo medo o abandono de todo o território. Em Ponta Negra, para além do tal material militar avançado, desembarcavam mais de 1000 soldados cubanos.

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Nota: Com extratos do livro ANGOLA, VIDAS QUEBRADAS e vivências de   T´Chingange, o Soba

(Continua...)

O Soba T´Chingange

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