– “Missão Xirikwata”
- Crónica 3754 – 23.07.2026
Ainda na Câmara Municipal de Luanda, após aqueles atos de bandalheira tocaiadas de punhos no ar, os manifestantes retiraram-se para fora do salão após substituírem a moldura do General António de Spínola, o come-futuros, colocada no topo da sala pela foto de Agostinho Neto. No meio daquela turba alguém disse: “Agora é a nossa vez de fazer mulatos, ter carros e morar no asfalto”.
Neste esboço de rebelião, entre muitos, e por toda a Luua, o MPLA e o MDA (Movimento Democrático de Angola) assumiram na rádio essa postura. Neste estado de coisas e, sabendo de antemão terem o apoio tácito, técnico e tático e afins da CCPA, quem poderia controlar quem? Num ápice, tudo ficou irreversível, sem ter passado pelo provável.
As ações vivenciadas na Mutamba da Luua, sempre o foram estimuladas e amparadas pela mão comuna camuflada em como se fazer para se obter! Eles tinham lido todas as cartilhas de revolução! Não sou só eu a pensar deste modo, porque as evidencias já nesse então, se viam serem demasiado consistentes. Não obstante termos passado pelo purgatório, continuaremos a relembrar com saudade a MUTAMBA, que vem de “mu” e, que significa árvore em Kimbundu.
E, que “tambá” é o Tamarino – e que ali, havia um tambarineiro gigante a dar dignidade ao largo. Que antes se chamava "N'Dange ia Rosa"", que quer dizer "rua larga e arenosa" em Kimbundu. Que havia uma "Maianga" porque esse é o nome para poço de água, cacimbas mandadas construir pelos Tugas para prover a água à cidade (LUUA).
Como poderemos apagar tudo isto de nossas memórias! Até aqui, todos os militares com patentes acima de sargentos e oficiais do MFA, da JSN (Junta de salvação Nacional - junta governativa), que festejaram este acontecimento, amealharam riqueza até então, fruto de várias comissões no dito Ultramar.
Até ali soube-lhes bem as comissões que lhes proporcionavam riqueza, boas casas e bem surtidas na linha de Cascais, Estoril ou Algarve do M´Puto. Com contas bancárias bem desafogadas, noé!? Com estes militares de aviário, de novo se revê o início de nosso mundo. Um retorno à estória sempre confusa da bíblia em que a Lilith, a diaba feita anjo, irmã de Eva, a tentou a comer, a maça! E, não é que comeu, castigando-nos deste jeito! Mas que estória de tuji…
Já no dia 27 de julho de 1974, três meses e dois dias depois do Vinticinco, quando Spínola anunciou o direito à independência pela lei 7/74, o Almirante Vermelho Rosa Coutinho, afirmava: “…O homem, (referia-se a Spínola) sempre vai pelo caminho que nós queremos. A gente a que se refere, são só eles, os militares da abrilada. Para explicar claramente ou vice-versa, o processo de descolonização em Angola, terá de se fazer um preâmbulo sobre o espaço no tempo…
Um espaço sem entrar em minúcias, um pouco à frente ou um pouco atrás porque neste periclitante processo nada andou seguindo as teorias conhecidas, sem um relógio de cuco porque, o cuco foi estrangulado no tempo exato em que a reta começou a ser curva e, quando se vislumbrou o alcance dos objetivos, já era tarde. Não leia de atravessado porque o todo só é entendível se percorrer as linhas cruciais do raciocínio lógico e, sempre presente.
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Nota: Vivências aleatórias no tempo por T´Chingange, …
(Continua...)
O Soba T´Chingange