Kimbo Lagoa

BOOKTIQUE DO LIVRO . LXXXIII ::: ANGOLA - VIDAS QUEBRADAS - XXI

BOOKTIQUE DO LIVRO . LXXXIII

ANGOLA - VIDAS QUEBRADAS - XXI

- Um livro de leitura obrigatória de António Mateus - Jornalista 

- Crónica 3745 - 04.07.2026 “Missão Xirikwata”

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Entretanto, no «Refuge Camp Cullinan», perto de Pretória, capital administrativa da África do Sul, era indiscritível assistir-se a um encontro entre pais e filhos ou irmãos, de quem não se sabia o paradeiro; se tinham morrido ou de outra qualquer ocorrência do qual só havia esperanças; rever irmãos, família próxima e amigos era um constante momento de surpresa com agradecimento a Deus.   

Pode agora, depois desse agitado tempo cada vez mais longínquo dizer-se: - Não há palavras que possam justificar o que é o pensamento de um abandono total, de uma vida feita de alegrias e sacrifícios remetida ao lixo, uma altura em que tudo se perde sem mais nem menos e, que nos leva a pensar num bem maior - salvar a vida! Houve sim! Gente que endoideceu, outros que voltaram para trás e que depois foram mortos.

A lei, a ordem, a justiça eram coisas quase inexistentes ou anedóticas pela pior das negativas…  Havia no Mundo múltiplos interesses para além do politicamente incorreto; não, porque para aqueles países donos do Mundo – USA e não só, tanto se lhe dava que fosse assim ou assado, logo que tivessem o controlo do ouro negro tão cobiçado – o petróleo! E, esse ouro negro já saía pelo tubo ladrão da Golf Oil Americana no mar de Lãndana em Cabinda.

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Alguns de nós, manietados de todo a tudo, assistíamos martelando caixotes, rilhando o dente sem mais poder fazer, pois nossos magalas do M´Puto (NT) ajudavam as hordas de pseudorrevolucionários do MPLA, ajudando até a pilhar nossas casas um pouco por toada a Luanda. Há fotos e filmes pois foram vistos e filmados nas avenidas Brasil, Combatentes e Praia do Bispo, pilhando casas que iam sendo abandonadas - em pleno dia…

Aleatoriamente, os acontecimentos de Luanda, descrevem-se aqui, sem seguir uma agenda temporal, o que nos leva a viajarmos no espaço das narrativas com datas anteriores ou posteriores. Dito isto, em abril de 1975 Jomo Keniata organiza a Cimeira de Nakuru no Quénia, na qual a UNITA, MPLA e FNLA acordam na formação de um exército nacional único. Neste mesmo mês, Savimbi chega a Luanda. Pelos acontecimentos tornou-se mais que evidente de que o MPLA estava a mentir!

Cerca de dois meses depois (junho de 75), o MPLA destrói um quartel da UNITA na capital., chacinando militares e civis ali bivacados – este episódio ficou conhecido por “MASSACRE DO PICA-PAU”, nome do bairro que albergou o quartel. Definitivamente o MPLA, pelas ordens de Rosa Coutinho, o cunhado de Agostinho Neto, não queria nenhum dos outros Movimentos intervenientes no “ACORDO DE ALVOR” em Luanda.

Eu direi que este foi o mais escandaloso “DESACORDO” na estória recente que envolve países dos PALOPS e, no Mundo moderno. Em julho de 1975, começa verdadeiramente a batalha pelo controlo de Luanda. MPLA e FNLA envolvem-se em violentos confrontos que originam a expulsão dos homens de Holden Roberto da capital, muitos deles zairenses com fardas do ELNA.

O MPLA com ajuda das “NT - Nossas tropas - Tugas”, em logística e armas, utiliza todos os meios para combater a FNLA, incluindo a calúnia e mentiras absurdamente irreais; coisas já contadas aqui de chamar antropófagos aos militares deste movimento. E, agora vamos fazer o quê para o M´Puto? Talvez Brasil!? Quem sabe – Austrália ou Argentina! “As NT - Nossas Tropas”, já não eram nossas; davam cunhetes, canhões, paióis inteiros e até carros de combate numa perfeita cooperação de entreajuda FAP- FAPLA

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Nota: Com alguns enxertos do livro ANGOLA, VIDAS QUEBRADAS e vivências aleatórias de T´Chingange - o Soba

(Continua...)

O Soba T´Chingange

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