- “Missão Xirikwata” - ANGOLA – DA LIBERTAÇÃO À INDEPENDÊNCIA - 26
- Crónica 3780 - 30.10.2026
Sem querer definir datas ou horas exatas no tempo, por toda a Angola, mas mais propriamente em Luanda, e à semelhança do M´Puto, houve saneamentos, ocupações selvagens, boatos de fake news, doideiras com passeios de mortos pela cidade, marchas silenciosas ou ruidosas e “manifs” de júbilo para milhares de negros e alguns brancos a adorarem a nova inventação política chamada de Agostinho Neto.
Agostinho Neto, um vulgar estudante negro, um medíocre poeta e cachaceiro, surge nas novas narrativas como sendo o rosto menos maculado, o ideal entre a praça ou rol de figuras a tornear para chefe de uma Nação - Angola. Quem o afirma é gente supostamente sublime no entendimento, ilustres sem dúvidas; especialistas de poleiro - uma pura enganação para povo lamber como sorvete cinco estrelas de olá-caicó.
E, é assim, que esta figura se torna pública a propósito. Forjada diretamente no MFA com intervenção de seus militares comunistas “práfrentex “, e seu CR - Conselho da Revolução – Este é o homem! Como foi possível? Interrogamo-nos hoje passados que são mais de cinquenta anos. Mas assim o foi! Foi-o numa sociedade crua de conhecimentos políticos, usada para aceitar o que quer que o fosse, como sendo o certo, o melhor! Pura enganação.
Uns iriam para sul, outros para este e, até para o norte formando intermináveis filas de carros, carrinhas e camiões apetrechados de corotos, imbambas de apego, pecúlio de património de vida. Procuravam assim ficar em segurança, na fronteira dos arames de quarteis com tropas do M´Puto; era o puro medo que comandava a sociedade naquela “Província Ultramarina”. Tudo valia para lançar o terror e, principalmente à população branca… Naqueles tempos da Luua, todos os pseudo guerrilheiros do MPLA faziam o que lhe dava na gana com a “Kalash” na mão.
E, do nada surge um nome importado sabe-se lá como e de onde, de miúdos “pioneiros”, que aparecendo em sítios comuns, brincam com armas de verdade, armas que matavam. Era sim! Era o MPLA, com todo o seu esplendor da “Vitoria ou Morte” a tomar, e a fazer querer, tomar o controlo de tudo e, por modos de provocar a fuga de brancos e assimilados, mazombos como eu… curioso não? E, para além do M´Puto, o Mundo todo, parecia colaborar numa farsa – nesta farsa.
O MPLA com ajuda das “NT - Nossas tropas - Tugas” em logística e armas, utiliza todos os meios para combater a FNLA, incluindo a calúnia e mentiras absurdamente irreais como chamar antropófagos ou canibais aos militares deste movimento. Vísceras supostamente roubadas do Laboratório Oficial, surgem nas casas dos dirigentes da FNLA; assim o foram exibidas… Os homens da FNLA comem corações de gente – era o que constava nos milhares de cartazes colados por tudo que era praça pública.
Coisa mais macabra, até parece mentira e, decerto não virá nos anais da estória contada por medíocres ou falsos historiadores da praça Lusa. Já era ponto assente nas conversas do dia-a-dia: No Alvor do M´Puto fizeram o mais escandaloso “DESACORDO” na estória recente a envolver os futuros novos países dos PALOPS e, no Mundo moderno.
Em julho de 1975, começa verdadeiramente a batalha pelo controlo de Luanda. MPLA e FNLA envolvem-se em violentos confrontos que originam a expulsão dos homens de Holden Roberto da capital, muitos deles zairenses com fardas do ELNA.
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Nota1: Vivências aleatórias no tempo, por T´Chingange - Na libertação e independência de uma terra que pensava também ser minha. Afinal, não o era e, juro que não o sabia…
(Continua...)
O Soba T´Chingange