Kimbo Lagoa

VIDAS QUEBRADAS – XXX

O TEMPO RUGE ...

– “Missão Xirikwata” - ANGOLA – DA LIBERTAÇÃO À INDEPENDÊNCIA - 5

- Crónica 3759 – 23.08.2026

Pré-visualização Ainda no ano de 1958, no próprio dia em que concluiu o curso em Portugal, Agostinho Neto casa com a portuguesa transmontana, Maria Eugénia. Nada mais que a irmã de António Rosa Coutinho, um nome a destacar por ter sido o principal “pivot sinistro” no período da descolonização posterior, figura preponderante por ter incitado à violência física e sexual contra mulheres e crianças portuguesas e angolanas

Aquela era uma estratégia para obrigar os brancos a abandonar Angola. Agostinho Neto aceitava todos conselhos do cunhado como se fossem ordens. Agostinho Neto sabia que seria Presidente de Angola com ajuda dos portugueses porque tinha um cunhado no seio da política portuguesa! Este cidadão, Agostinho Neto, foi uma inventação Tuga., sim!

coqueiros3.jpg Rosa Coutinho nos momentos cruciais do futuro de Angola no após “abril de 1974” veio a ter o papel de “mediador” falando com os Líderes do MPLA, FNLA e UNITA, mas dava ou vendia armas ao MPLA oferecendo a este, a logística de guerra suficiente na tomada ao poder à revelia de quase toda a sociedade angolana. Era um corrupto que envergonha todos políticos, e infelizmente, é mais um que não pagou pelos crimes cometidos – antes pelo contrário, foi agraciado…

A imunidade é a mãe da impunidade, e Rosa Coutinho, apesar de ter sido o autor moral de vários crimes cometidos em Angola nunca foi responsabilizado por nenhum governo dos PALOPS. Pelo que ocorreu de forma silenciosa, cumpre aqui alertar aos governos de Angola e Portugal que o “vosso silêncio”, para que conste, significa cumplicidade. 

O que aconteceu em Angola provocou distúrbios mentais a muita gente, e deixou cicatrizes nos corações de todos envolvidos, por isso e, assim demonstramos solidariedade com todos aqueles que o foram, direta ou indiretamente afetados; gente de todas as cores e credos.

matrindindi1.jpgVoltando a Neto, já casado com a irmã de Rosa Coutinho, ambos tomam o rumo de Luanda aonde chegam a 30 de dezembro de 1959 já com um filho. Neto passa a ocupar a chefia do MPLA em Angola, numa altura em que os mentores do Movimento se encontravam exilados na República da Guiné-Conakry. 1958, foi também o ano em que, em Acra, capital do Gana, Holdn Roberto participa na 1ª Conferência dos Povos Africanos retirando à UPNA seu carácter regionalista, substituindo-a pela UPA, União dos Povos de Angola, supostamente de cariz nacional.

Em 1959, a PIDE inicia uma vaga repressiva no meio estudantil e intelectual luandense, no que ficou conhecido como por “Processo dos 50” e, alarga sua ação ao Sul, às Missões Protestantes, Batistas e Metodistas. Era nestas Missões que os supostos nacionalistas beneficiavam de sua proteção. Apesar das prisões e perseguições, o fenómeno fermento da independência, leveda por todo o país de N´Gola.

moka22.jpg A partir da independência do Congo a 30 de junho de 1960, os ânimos redobram com a realização da segunda Conferência dos Povos Africanos. E, foi na Conferência dos Povos Africanos que Lúcio Lara, Viriato da Cruz e Holden Roberto apresentam o Movimento Anticolonial MAC e, em cuja formação, participam Agostinho Neto e Amílcar Cabral, este último, natural da Guiné-Bissau e, que foi um dos fundadores e Secretário-geral do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde, PAIGC.

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Nota: Vivências aleatórias no tempo, por T´Chingange, …

(Continua...)

O Soba T´Chingange

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